O Projeto

O Portal da Memória surgiu como parte integrante do Projeto "A Caminho do Centenário", iniciado em 2006 pela equipe de Comunicação Social do então CEFET-RN (Unidade Sede - Natal). Sua finalidade é compartilhar um pouco da memória dessa instituição centenária, criada em 1909, como Escola de Aprendizes Artífices de Natal.

 

 
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          Gostaria muito de narrar um período de mais de quatro décadas de convivência com essa Casa de Ensino. Desde criança, convivo dentro da EIN, EIFRN, ETFRN, CEFET e agora IFRN.

           Meu avô materno Oscar Viana Sales foi porteiro do Liceu Industrial e da Escola Industrial de Natal; minha mãe, Petronila Sales do Amaral foi servidora da casa por trinta e quatro anos; minha tia, a Assistente Social Maria Dulce Dantas Sales é aposentada; um tio, Valdemar Dantas Sales, trabalhou na contabilidade da instituição nos anos 70; minha irmã mais velha, Etiêne Sales do Amaral, trabalhou com dona Enilda de Sá Leitão, como prestadora de serviço no final das obras do prédio da sede e eu, como aluno, no período de 1968 e 1974, fiz o ginásio industrial, o técnico de estradas e anos depois em 1986 voltei como professor, permanecendo até os dias de hoje.

           Gostaria de fazer uma homenagem a muita gente que conviveu nesses muitos anos de Casa, muitas das quais não estão mais entre nós. São pessoas que fizeram parte dessa história. Começarei citando pessoas que atuaram na Escola Industrial, na Avenida Rio Branco.

           Lembro-me como se fosse hoje da escada principal, da quadra de esporte no meio da escola, das oficinas, do restaurante, de servidores como: Augusto, Rocha, Zé de Góis, Salete Romano (Sá), Jandira (Didi), Socorro, Raimunda (Mundoca), professor Pedro Pinheiro, Zé Hipólito, Manoel Bezerra, professor João Faustino, Dona Enilda, professor Pedro Martins, Professor Irineu Martins... Conhecia a todos porque minha nos levava para a escola por não ter onde nos deixar. Vale salientar que naquela época não existiam creches.

           Participei de muitos pic-nics na praia de Ponta Negra, Redinha e Pirangi. Era uma confraternização na qual todos participavam, diferente dos dias atuais, quando poucos se conhecem na instituição.

           Em 68, fiz exame de seleção e já fui estudar na EIN, já com novo endereço, na Salgado Filho, o prédio em fase de construção. Ainda existia uma cerca de arame farpado ao redor de todo o prédio, calouro de farda caqui e um mundo de alunos, vida nova em todos os sentidos, começando a adolescência, as novidades da nova escola, banda de música, desfilar em 7 de setembro, jogos estudantis no palácio dos esportes Sílvio Pedrosa, no Juvenal Lamartine, no América, a ditadura com todo gás, fila para tudo que você imaginasse, fila pra tomar banho após a educação física, fila para o café da manhã, fila pra hora da “xepa”, fila pra entrar em sala de aula, aguardar o professor sentado na sala e na sua entrada, ficar todos de pé para recebê-lo, cantar o hino nacional às quintas-feiras, etc.

            No ginásio industrial, tive muitos professores os quais não poderia de deixar de citar: professor Cláudio (História), professor Aldo (ciências), professora Vilma Leiros (geografia), professora Mônica (história), professor Renê (matemática), professor Ísaias (matemática), professora Marion (matemática), professora Salomé (OE), professora Eva (OE), Otávio Augusto (OE), professora  Inalda (ciências), professora Luzia França (programa de saúde), professor José Bonifácio-Abelhinha (português), professor Damião (EMC), professor Natanael-Fino da Bossa (história), professora Ivonete Mamede (inglês), professora Tamar Guimarães (inglês), professora Mirian Coeli (português), professora Joana Darc (ciências), professora Mitsy Simonetti (português), professora Dirce (geografia), professor Josué Gonçalves (português), professor Paulo Barreto - pai de professor William Barreto (marcenaria), professor Zé Maria (educação física), professor Batista (educação física), professor Marcão (educação física), professor Oliveiro (educação física). Também não poderia esquecer pessoas que coordenavam a disciplina: os famosos inspetores de alunos, como: Nivaldo Ferreira (o pastor), Cícero Sampaio (carinhosamente apelidado de Manga Rosa), Laércio (Topo-Gigio), Carneiro, Medeiros, João Maria (Soldadinho de Chumbo), Antônio, o galego Aurino e Saraiva.

           No ano de 1972, agora cursando Estradas, mais uma vez, vida nova, a escolha de uma profissão para o futuro que se aproximava. Estávamos em pleno “milagre brasileiro” e o curso de Estradas em evidência, mas minha escolha foi muito mais por influência dos colegas de ginásio.

           O período de 72 a 74 foi fantástico, eram três turmas de Estradas A,B e C. Lembrar daquela época é realmente passar um filme, os amigos Cleto (doido), Ascânio, Salustino, Luis Neto, Edson Madruga (Oi de Kombi), Marcos (Pitoco), Zé Alberto, Eurico, Aureliano, Sebastião Martins, Rebouças, Olavo, Chico Adolfo, Roberval (Queixinho), Gilson Nogueira, Gilson (Macaíba) e tantos outros.

           Nossos professores, principalmente da área técnica, professor Janilson Barreto (desenho topográfico), professor Ronaldo Barreto (materiais de construção), professor Túlio Souto (construção de estradas e outras), professor Geraldo Melo (topografia), professor Barroso (desenho), professor William-perigoso (matemática), professor Pereira Braga (conservação de estradas), professor Lindemberg (pavimentação), professor Tarcísio (topografia), professor Evandro (mecânica dos solos), professora Amíris (português), professor Venâncio (química), professor Ferdinando Teixeira (educação física), professor Chico Martins (educação física), professor Wellington Rubens (maquinas e equipamentos), professor Jorge Moura (educação física), professor Pedro Galvão (educação física), professor Tião (educação física), o galego professor Luis Carlos (educação física), não podendo esquecer de Rosemiro e Borjão responsável por todo material esportivo da Educação Física, a assistente social Marieta, professor Antônio Fernandes (CIE-E), Dr. Murilo, etc.

           Não podemos esquecer de pessoas que também fizeram parte dessa história como o professor Arimateia, professor Marcos Oliveira, Professor Sinval, professora Julimar, professora Deuselina, Pedro de Sá Leitão, José Frazão, professor Adilson de Castro, professor Nazaro, Dr. Luis Carlos Abott Galvão, Tércio, professor Idemberg.

           Com certeza muita coisa deixei de relatar, talvez por esquecimento ou mesmo por falta de tempo, e muitas já foram apagadas da memória. Muito teria a dizer ainda sobre os meus vinte três anos como professor da instituição.